Boletin Turistico

Alexandre Panosso / Nuestro hombre en Sao Paulo
Alexandre Panosso / Nuestro hombre en Sao Paulo

Alexandre Panosso / Nuestro hombre en Sao Paulo (10)

Alexandre Panosso
Faço aqui uma revisão rápida dos acontecimentos políticos pelos quais a gestão nacional do turismo brasileiro passou neste ano de 2011. Baseio-me nas informações da mídia brasileira. Na medida do possível, apresento minha opinião.

Contextualização

O Ministério do Turismo do Brasil foi criado em 2003, logo no início do primeiro mandato do presidente Lula da Silva. Começou tímido, mas por ter um ministro eficaz e eficiente à época, Walfrido dos Mares Guia, ganhou destaque, teve um Plano Nacional de Turismo que privilegiava a inclusão social de forma coerente, e vários programas de ação foram desenvolvidos. O Conselho Nacional de Turismo foi reestruturado, a Embratur passou a ser dirigida por Eduardo Sanovicz, que priorizou ações e elevou os resultados positivos do turismo como nunca havia sido feito antes.

Alexandre Panosso
No início da segunda semana de agosto o Brasil acordou com a notícia que mais de 30 profissionais foram presos preventivamente pela Polícia Federal brasileira, por serem suspeitos de corrupção (desvio de dinheiro público) envolvendo o Ministério do Turismo Brasileiro (MTUR) e a ONG Ibrasi (Instituto Brasileiro de Infraestrutura Sustentável). Entre os presos estavam, nada mais nada menos, que o número dois do MTUR e um ex-presidente do Instituto Brasileiro de Turismo – EMBRATUR.

 

Com esse episódio, a classe de profissionais de turismo, empresários, trabalhadores do trade, estudantes, investigadores, foi pega de surpresa no Brasil, sem entender muito bem o que havia acontecido, mas logo, com a grande cobertura que a mídia nacional deu ao caso, tudo foi ficando mais esclarecido. (Para acompanhar o caso recomento o www.uol.com.br e o www.terra.com.br).

Alexandre Panosso
Neste ano de 2011 estou desenvolvendo, em conjunto com o prof. Dr. Felix Tomillo Noguero (Universidad Europea Miguel de Cervantes e Universidad Antonio de Nebrija), um estudo sobre as fontes teóricas do turismo. Por sua característica peculiar, esta pesquisa envolve buscar também as origens históricas do turismo, principalmente do século XIX até a Segunda Guerra Mundial.

 

Foi esse trabalho que me motivou a ir, recentemente, a Berlim, na Freie Universität Berlin, para consultar documentos no Historisches Archiv zum Tourismus (HAT) [Arquivo histórico de turismo]. O arquivo vem sendo organizado há mais de 10 anos pelo prof. Dr. Hasso Spode, que ainda hoje é o seu coordenador.

Alexandre Panosso
Qual é a importância de se conhecer a origem do conhecimento no campo do turismo? Estou me referindo ao conhecimento técnico-científico turístico que começou a ser produzido já na segunda metade do século XIX, ou mesmo na primeira metade, em regiões de beleza privilegiada e de relativo desenvolvimento econômico, cultural e social, tais como a Suíça, Áustria e Alemanha.

 

Particularmente esses três países formam um dos berços das origens do conhecimento turístico, no século XIX, ainda que alguns autores atuais creiam que o conhecimento turístico passou a ser constituído pouco antes da Segunda Guerra Mundial, ou, um pouco mais cedo, em fins da década de 1920.

“A minha pátria é a língua portuguesa”

Fernando Pessoa, poeta português.

 

“Para encontrar o azul eu uso pássaros”

Manoel de Barros, poeta brasileiro.

 

Alexandre Panosso
A língua portuguesa hoje é falada no mundo por cerca de 240 milhões de pessoas. Em número absoluto de falantes está entre o quinto e o sétimo idioma mais falado, dependendo da análise feita. É a terceira língua européia mais falada mundialmente. Na internet é o sétimo idioma mais utilizado e de acordo com estudos de previsão demográfica, em 2050 serão 335 milhões de falantes deste idioma (http://diario.iol.pt/sociedade/lingua-portuguesa-portugues-ensino-governo-alunos/972503-4071.html).

 

O berço do idioma é Portugal, mais específicamente na parte norte e também em parte do que hoje é a região da Galícia, na Espanha. Se espalhou pelo mundo no período das grandes navegações. Talvez por esta razão, Portugal seja o único país da Europa que tem o português como idioma oficial.

Lunes, 11 de Abril de 2011 14:43

Estudos críticos em turismo

por Alexandre Panosso

Alexandre Panosso
Os estudos turísticos estão passando por uma revisão das teorias até então desenvolvidas e novas propostas têm sido criadas nos últimos anos. Para a sua comprensão, análises positivistas, sistêmicas, fenomenológicas, marxistas, anarquistas, etc, tem sido construídas. O fato é que poucas se preocupam com a construção de conhecimentos críticos em turismo e visam apenas superar a crítica de conteúdos.

 

A análise tradicional, predominantemente positivista, está focada nos impactos do turismo, nos turistas, nas relações entre turistas e pessoas do local, no funcionamento do “sistema turístico” e nas consequências do fenômeno. Poucas vezes o valor do turismo é discutido. O seu significado desde tempos imemoráveis e para a atualidade; a necessidade dos deslocamentos; o que significa estar em viagem e; qual o significado das viagens. Essas são questões fundamentais para a visão crítica da área, porém ainda não são abordadas com a seriedade necessária por grande parte dos que se dizem investigadores.

Alexandre Panosso
O Carnaval é um período mágico no Brasil. Quase sagrado. Nessa época do ano praticamente o país pára. É festa de rua, de salão, de ricos, de pobres, de homens e mulheres. Sem dúvidas é a festa mais democrática de nosso país.

 

Roberto da Matta, famoso sociólogo e intelectual brasileiro, escreveu Carnavais, malandros e heróis, obra em que analisou as festas populares, religiosas, a cultura brasileira, e dizia que o Carnaval era o momento em que ocorre uma inversão de papéis: o povo vira elite; a elite vira povo. De certa forma esse padrão se mantém nas festas mais simples, mas com a mercantilização da grande festa televisionada, com certeza isso já está mudando.

Miércoles, 16 de Febrero de 2011 09:44

O estudo do turismo como ciência

por Alexandre Panosso

Alexandre Panosso
Recentemente, no mês de novembro de 2010, houve um interessante debate numa lista de discussão de e-mails entre acadêmicos de turismo do Brasil. O tema da troca de mensagens foi, novamente, “se o estudo do turismo já se configuraria ou não uma ciência”.

 

É interessante perceber como esse assunto chama a atenção de alguns que estão na área do turismo. Naquele momento também expressei minha opinião. Segue ela abaixo, de maneira atualizada e adaptada, porém sua essência continua sendo a mesma.

Alexandre Panosso
A economia no maior país Latino Americano está aquecida.

Na cidade de São Paulo, por exemplo, existem inúmeras ofertas de empregos em todas as áreas. A construção civil está contratando desde ajudante de pedreiro até engenheiros. E sobram vagas. O programa social de habitação nacional intitulado “Minha Casa, Minha Vida”, criado ainda no governo do ex-presidente Lula da Silva, é um dos responsáveis por este fenômeno.

 

A área de serviço cresce a passos largos em qualidade e quantidade. Novas linhas de crédito do Governo Federal, apoiados pelos bancos Caixa Econômica Federal, BNDES, BASA, Banco do Brasil, entre outros, tem incentivado os novos empreendedores.

Martes, 18 de Enero de 2011 11:31

Ano novo, projetos novos

por Alexandre Panosso

Alexandre Panosso
Com satisfação inauguro hoje este blog no Boletin Turístico. Aceito o convite e o desafio do diretor LLuis Mesalles para escrever quinzenalmente, ou semanalmente, quando possível, um artigo referente ao turismo.

Pretendo publicar, sempre na língua de Camões, temas relacionados ao turismo, principalmente no Brasil, que está na mira do mercado internacional, pois vai sediar a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e as Olimpíadas em 2016, na cidade do Rio de Janeiro.

Como estudioso e amante da temática, também pretendo escrever sobre teorias do turismo e sobre como venho analisando a atividade e sua prática educacional.

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